O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve sentença que condenou plano de saúde a autorizar e custear o exame genético Oncotype DX, utilizado para elucidação diagnóstica e definição de tratamento oncológico personalizado. A operadora havia negado cobertura, mas a recusa foi considerada abusiva.
A Corte destacou que o exame foi expressamente indicado por médico assistente e é amplamente reconhecido pela comunidade científica, inclusive com Nota Técnica favorável do NAT-Jus no caso concreto e em casos análogos. Também foi reconhecido o preenchimento dos requisitos do art. 10, §13, da Lei nº 9.656/98, com redação dada pela Lei nº 14.454/2022, que autoriza cobertura de procedimentos fora do rol da ANS quando houver indicação clínica, comprovação de eficácia, inexistência de alternativa terapêutica e recomendação por órgão técnico.
A decisão seguiu precedentes do próprio TJSP e reforçou que a negativa de custeio em tais condições viola a boa-fé contratual e o direito à saúde, sendo inadmissível quando o exame é essencial para definição de conduta médica segura e eficaz. (TJSP; Apelação Cível 1060250-73.2023.8.26.0002; Relator (a): Alexandre Coelho; Órgão Julgador: Núcleo de Justiça 4.0 em Segundo Grau – Turma I (Direito Privado 1); Foro Regional II – Santo Amaro – 13ª Vara Cível; Data do Julgamento: 31/07/2025; Data de Registro: 31/07/2025)
