Lutécio-177 (Octreotato®) e a cobertura pelo Plano de Saúde

Entenda os seus direitos e o que fazer diante de uma negativa de custeio do Plano.

O Lutécio-177 (Octreotato®) é um dos medicamentos mais modernos utilizados no tratamento de tumores neuroendócrinos. Por ser uma terapia avançada e de alto custo, muitos pacientes enfrentam negativa dos planos de saúde, especialmente sob o argumento de ausência no Rol da ANS ou de uso experimental.

Neste artigo, você entenderá por que o plano de saúde deve custear esse tratamento e o que fazer em caso de negativa.

O que é o Lutécio-177 (Octreotato®)?

O Lutécio-177 é um radiofármaco utilizado na terapia com Peptídeos Radiomarcados (PRRT), indicado principalmente para o tratamento de tumores neuroendócrinos. Ele funciona ligando-se a receptores específicos da célula tumoral, liberando radiação diretamente na lesão, o que reduz efeitos colaterais e melhora a eficácia.

O Lutécio-177 DOTATATE ou Octreotato-177) tem o custo muito elevado, o que torna o acesso praticamente impossível sem o fornecimento do Plano de Saúde. 

O Plano de Saúde é obrigado a cobrir o Lutécio-177?

Sim, quando houver indicação médica detalhada. Mesmo que enfrentem negativas com justificativas como “não está no rol da ANS” ou “tratamento de alto custo.

O Lutécio-177 não está incluído no rol da ANS. No entanto, ele é um medicamento para indicado para o tratamento de doenças “cobertas” pelo plano, como o câncer. O que significa que a cobertura pode ser obtida judicialmente. Atualmente o rol é considerado apenas uma referência e não pode limitar o melhor tratamento ao paciente.

O medicamento possui Registro na Anvisa:

De acordo com a Lei 9.656/98 que regulamenta o tema, mais conhecida como “Lei dos Planos de Saúde” toda a medicação que possua registo na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve ser custeada pelo Plano, quando receitada pelo Médico. O Lutécio-177 possuí o registro e tem sua eficácia comprovada, desta forma não pode ser chamado de “experimental”.

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O que fazer diante de  uma negativa de custeio?

Diante de uma situação angustiante como a negativa de custeio de um medicamento essencial, é importante conhecer os seus direitos, e saber como garantí-los. Especialmente quando se trata situações de urgência.

 Desta forma, se você recebeu uma negativa de custeio, atente-se aos passos:

1. Junte documentos médicos: relatório médico assertivo e detalhado, com laudos e exames médicos que demonstrem a necessidade do uso do medicamento, e a urgência (se houver). 

2. Obtenha a negativa de cobertura do medicamento, fornecida pelo Plano e com a devida justificativa. Vale lembrar que o Plano de Saúde é obrigado a fornecer a negativa por escrito, de acordo com as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

3. Com os documentos em mãos, procure um advogado especialista em Direito Médico e da Saúde, que saberá atuar com rapidez e entendendo as necessidades do seu caso. Através de uma ação judicial o Plano pode ser obrigado a arcar com os custos do tratamento.

Conclusão:

O Lutécio-177 (Octreotato®) é uma terapia essencial para muitos pacientes com tumores neuroendócrinos. Mesmo fora do rol da ANS, o plano de saúde deve fornecer o tratamento quando houver indicação médica. Caso a operadora negue, é possível buscar a Justiça e garantir o acesso ao tratamento de forma rápida e eficaz.

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