O que fazer diante de uma negativa de custeio?
Diante de uma situação angustiante como a negativa de um procedimento cirúrgico, ou até mesmo de materiais cirúrgicos, é importante conhecer os seus direitos, e saber como garantí-los. Especialmente quando se tratam de procedimentos cirúrgicos essenciais, sejam de urgência ou emergência.
Desta forma, se você recebeu uma negativa de custeio, atente-se aos passos:
1. Junte documentos médicos: relatório médico assertivo e detalhado, com laudos e exames médicos que demonstrem a necessidade do procedimento cirúrgico indicado, e a urgência (se houver).
2. Obtenha a negativa de cobertura do tratamento médico negado, fornecida pelo Plano e com a devida justificativa. Vale lembrar que o Plano de Saúde é obrigado a fornecer a negativa por escrito, de acordo com as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
3. Com os documentos em mãos, procure um advogado especialista em Direito Médico e da Saúde, que saberá atuar com rapidez e entendendo as necessidades do seu caso.
Através de uma ação judicial o Plano pode ser obrigado a arcar com os custos do procedimento cirúrgico, equipe médica, internação e todo o necessário para a devida recuperação do paciente.
E se o paciente já pagou pela cirurgia “particular”?
Caso o paciente tenha custeado a cirurgia ou os materiais cirúrgicos por conta própria diante de uma negativa do Plano de Saúde, é possível solicitar o reembolso integral dos valores pagos.
A Justiça reconhece o direito ao reembolso quando fica comprovada a recusa indevida da operadora. A ação pode ser proposta com base na abusividade da negativa, inadimplemento contratual e na responsabilidade civil das operadoras de saúde.
Junte os laudos e relatórios médicos que indiquem a necessidade do procedimento, ou dos materiais negados, assim como também a negativa do Plano de Saúde. Os comprovantes de pagamento, notas fiscais também devem ser anexados, para comprovar os valores, e requerer a devolução.
Conclusão:
Negar cirurgia prescrita por médico é uma prática abusiva e ilegal. O paciente tem o direito de exigir a autorização imediata do plano e, se necessário, buscar a Justiça para garantir o procedimento com pedido de liminar.
Com o apoio de um advogado especialista em Direito da Saúde, é possível obter uma decisão rápida, muitas vezes em até 48 horas, assegurando a realização da cirurgia e a preservação da vida e da saúde do paciente. Nos casos em que o paciente arcou com os custos por conta prórpia, é possível buscar o reembolso dos valores.